O filme conta a história de um
grupo de meninos de rua de Salvador, os Capitães da Areia, que vivem
a liberdade das ruas, as agruras do relento e sonham com um futuro
melhor.
É
interessante que essa adaptação tenham sido iniciativa de um membro
da família do eterno escritor, pois acreditava-se que isso traria o
máximo de fidelidade possível à obra original. Aliás, têm obras
artísticas que deveriam ser intocáveis, dado o teor de genialidade
e importância para sua época. Esse é o caso de Capitães da Areia.
Cecília Amado correu um grande risco e eu diria que ele se saiu
muito bem pela extrema fidelidade à trama em si, mas jogou no lixo o
ponto mais importante da obra de Jorge. Não, não é chatice de
crítico ou fã da obra que acha que é ruim toda e qualquer
adaptação. A verdade é que têm coisas que são intocáveis e
precisam ser levadas à sério.