terça-feira, 8 de maio de 2012

Resenha do Filme Capitães de Areia


Nesta história crua e comovente, Jorge Amado narra a vida de um grupo de meninos pobres que moram num trapiche abandonado em Salvador. Os Capitães da Areia têm entre nove e dezesseis anos e vivem de golpes e pequenos furtos, aterrorizando a capital baiana.
     Do valente líder Pedro Bala, com seu rosto atravessado por uma cicatriz de navalha, ao carola Pirulito, que reza todas as noites para purgar seus pecados; do sensato Professor, o único inteiramente letrado do grupo, ao sedutor Gato, aprendiz de cafetão, cada um desses meninos tem sua personalidade própria, sua concepção de mundo, seus sonhos modestos.
     A má fama do grupo, no entanto, se espalha pela cidade. Contra eles se levantam os jornais, a polícia, o juizado de menores e as “famílias distintas”. Mas há também quem os ajude: o padre José Pedro, a mãe de santo Don’Aninha, o estivador João de Adão e o capoeirista Querido-de-Deus.
     Os meninos crescem e encontram caminhos variados: marinheiro, artista, frade, gigolô, cangaceiro. O líder Pedro Bala decide lutar e assumir a tarefa de mudar o destino dos mais pobers.
Jorge Amado, um dos representantes do ciclo do romance baiano, nasceu em Itabuna, Bahia, em 10 de agosto de 1912. É considerado é dos principais representantes do romance regionalista da Bahia

Um comentário:

  1. O filme é uma poesia, muito bem concebido. Cecília Amado, neta de Jorge Amado, consegue transmitir no ecrã a mesma doce poesia do livro, apesar das limitações óbvias de tempo. Mesmo para quem não leu o livro, vai se encantar com o filme, que retrata o dia a dia dos meninos de rua em Salvador no fim dos anos 30, os malandros, as prostitutas, as baianas, os terreiros de macumba. Claro, tudo na romântica visão de Jorge Amado.

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